Professor: ESTER DA ROCHA FAUSTINO -Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA Turma: 9º ano A, B ,C E D
ROTEIRO
DE ATIVIDADES
Professor: ESTER DA ROCHA FAUSTINO - Email:faustinoester001@gmail.com (ENTREGA
DAS RESPOSTAS)
Disciplina: LÍNGUA
PORTUGUESA Turma: 9º ano A, B ,C
E D Tempo estimado: 6 aulas( 10 a 15
de maio 2020)
Unidade Temática: Variação Linguística,análise linguístico/
semiótica
HABILIDADES:
(EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas
principais circunstâncias e eventuais
decorrências; em reportagens e fotorreportagens o
fato ou a temática retratada e a perspectiva
de abordagem, em entrevistas os principais
temas/subtemas abordados, explicações dadas ou
teses defendidas em relação a esses subtemas; em
tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou
humor presente.
(EF69LP55) Reconhecer as variedades da língua falada, o
conceito de norma-padrão e o de
preconceito linguístico.
(EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de
linguagem como ironia,
eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre
outras.
(EF69LP05) Inferir e justificar, em textos
multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –,
o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso
ambíguo de palavras, expressões ou imagens
ambíguas, de clichês, de recursos
iconográficos, de pontuação etc.
(EF69LP16) Analisar e utilizar as formas de composição dos
gêneros jornalísticos da ordem do
relatar, tais como notícias (pirâmide invertida no
impresso X blocos noticiosos hipertextuais
e hipermidiáticos no digital, que também pode
contar com imagens de vários tipos, vídeos,
gravações de áudio etc.), da ordem do argumentar,
tais como artigos de opinião e editorial
(contextualização, defesa de tese/opinião e uso de
argumentos) e das entrevistas:
apresentação e contextualização do
entrevistado e do tema, estrutura pergunta e resposta etc.
Competências:Conhecimento,
Pensamento Crítico e Científico, Comunicação, Argumentação, Autonomia, Cultura
Digital
ATIVIDADE 1 - 6 AULAS - 10-05
Assista aos vídeos antes de ler e responder os textos abaixo
https://www.youtube.com/watch?v=4mtgQkfjCDY ( figura de linguagem – ironia)
Leia o texto e responda às questões 01 e 02.
Como criar o hábito de estudar Inglês
todos os dias
ByMairo Vergara Oct 16, 2015
Olá, pessoal! Aqui é o Mairo Vergara com mais uma
dica de english. E hoje, vou falar de um
assunto muito legal: como criar o hábito de estudar
inglês todos os dias. Mas, antes, eu quero ressaltar
como é importante desenvolver esse hábito.
Eu gosto de comparar o hábito de estudar inglês
todos os dias com o de ir à academia. Sabe
quando quer emagrecer ou mesmo ficar malhado? Bom,
para você conseguir isso e dar um up, precisa
ir todos os dias na academia. E as pessoas que
realmente obtém resultado são aquelas que vão todos
os dias. E com o passar do tempo, essas pessoas vão
à academia porque querem, porque gostam
e esse programa já se transformou em um hobby. Não uma obrigação. E a mesma coisa precisa
acontecer com o inglês.
[...]
Disponível em:
<https://www.mairovergara.com/como-criar-o-habito-de-estudar-ingles-todos-os-dias/>.
Acesso em: 21 fev. 2020.
(adaptado)
Questão 01
No trecho do texto, o autor utiliza uma linguagem
A)
técnica, para jovens
estudantes de inglês.
B)
científica, para
abordar trabalhos acadêmicos.
C)
informal, para se
aproximar do público-alvo.
D)
formal, para publicar
no jornal da cidade.
Questão 02
As palavras grifadas no texto, utilizadas pelo
autor são
A)
estrangeirismos.
B)
regionalismos.
C)
gírias.
D) jargão.
Leia o texto e responda às questões 03, 04 e 05.
O defunto inaugural
Relato de um fantasma
Aníbal Machado
a Rodrigo M. F. de Andrade
[...]
Deve ser pouco mais de meio-dia. Tomara que o nosso
rumo seja no sentido contrário ao dessa
sombra. Conquanto para a minha pele seja
indiferente sol ou chuva, prefiro a vertente de cá,
onde deve ter ficado o molde irregular das patas da
alimária1. Os homens param. Depois se decidem: será
mesmo pela estrada nova! Tal como eu queria. O dia clareou bonito. Nunca o vira
assim. Estou feliz. Circulo nele agora, participo-lhe da atmosfera. Vem subindo
Josefina com a criança ao colo. Eu queria dar-lhe bom-dia, mas não posso. Se
ela soubesse quem vai aqui!... Passou sem desconfiar... Na ponte provisória um
dos homens falseia o pé, e meu corpo rola. Vão pescá-lo mais adiante. Tive
receio de que o deixassem seguir com as águas. Já começo a ser menos
indiferente ao destino de minha carcaça. Ao longe — mancha de sangue na
vegetação — uma bomba de gasolina. A primeira instalada nestes ermos de
montanha. Depois, a estalagem. O dono grita, ao dar com os meus despojos: — Que
há lá em cima que estão mandando defuntos cá para baixo? Já é o segundo!... Os
homens não respondem. Desanimaram não sei por quê. Quererão largar-me ali
mesmo, nalguma grota2, tal como me encontraram. Se fosse antes,
não me importaria. Mas já agora nasce em mim um capricho: chegar primeiro,
ganhar a corrida. Eles prosseguem mais
soturnos3. A que distância
andaria o outro? Foi um tropeiro que informou mais adiante: — Cruzei com ele há
coisa de duas léguas da Igrejinha; levantei o lenço. Imagine quem era? O Antão,
caçador de parasitas. Catingando já, coitado... E reconhecendo a qualidade da
mercadoria que ia na rede: — Se vosmecês querem chegar na dianteira, carece
andar ligeiro. A festança vai ser de arromba. Só estão esperando o material.
Parece que pagam bem. Comprar defunto pra cemitério, foi coisa que nunca vi!
concluiu o tropeiro soltando uma gargalhada. E depois de relancear o meu corpo
embrulhado no lençol:
— Óiá! o pé dele tá aparecendo!... Agora sim,
compreendo por que, e sei para onde me estão carregando: fizeram cemitério
nalgum lugar, mas faltou defunto para inaugurá-lo. Daí o pedido às redondezas.
Que cemitério será? O dia vinha escurecendo. Os homens tinham
agora pela frente uma planície animada de sapos e
pirilampos.
— Engulam a cachaça, disse eu, já impaciente. E
toquem depressa! Minha voz não ressoa, mas produz efeito. Tanto assim que os
homens empunham logo o pau da rede e me erguem aos ombros. E eu vou seguindo, o
rosto voltado para a primeira estrela. Um era careca, o outro tinha bigode.
Atravessaram o pântano. Se não conhecessem tão bem o caminho, ficaríamos os
três atolados na lama. Quase não se falavam.
— Espanta a varejeira da testa, gritei para o
careca... Isto é, quis gritar. O homem sacudiu a
cabeça.
— Por menos
de quatrocentas pratas, nós voltamos com ele, disse o de bigode. — Até
trezentos, a gente fecha o negócio, responde o careca.
— Vosmecê vê que ele nem tá cheirando!...
Era a minha vantagem sobre o concorrente. Pelo que
percebi da conversa deles, e pela marcha batida em que vínhamos, o outro devia ser
alcançado na curva do Bananal, antes de o sol raiar. A esse pensamento,
trocaram-me de ombro e apressaram a marcha. [...]
Disponível em:
<http://www.releituras.com.br/anibalm_defunto. asp>. Acesso em: 06 dez.
2019. (adaptado)
Questão 03
Percebe-se o efeito de ironia no conto, quando
A)
um fantasma pensa que
pode falar com os seus carregadores.
B)
uma grande festa é
realizada para inaugurar o novo cemitério.
C)
uma mulher sequer
desconfia quem seria o tal defunto.
D)
um homem passa a valer
mais morto do que vivo.
Questão 04
Em “Ao longe — mancha de sangue na vegetação — uma
bomba de gasolina. A primeira
instalada
nestes ermos de montanha. Depois, a estalagem.”, os
termos em destaque retomam a
A)
vegetação.
B)
bomba de gasolina.
C)
mancha de sangue.
D)
estalagem.
Questão 05
A partir da leitura do texto, quanto ao número de
carregadores do corpo do narrador personagem há
A)
um homem.
B)
dois homens.
C)
três homens.
D) quatro homens.
Atividade – 2 6 AULAS
11-05
https://www.youtube.com/watch?v=AfSYc019gnc ( o que é Tese)
https://www.youtube.com/watch?v=n0e75nRstcU ( figuras de linguagem comparação e personificação)
https://www.youtube.com/watch?v=ZxNXkp0wg5s (tema e argumento)
Leia o texto e responda à questão 06.
Coronavírus não é o maior inimigo da
humanidade em 2020
Por Rafael Rodrigues Da Silva
[...] Depois que o coronavírus teve o status de
epidemia confirmado na China e o governo passou a
colocar cidades inteiras em quarentena numa
tentativa de evitar que a doença se espalhe ainda mais, parece que parte da
imprensa, durante as reuniões de pauta, pensou: “Oh, não! O que vai acontecer
com a venda de iPhones da Apple?!” e resolveu colocar em pauta o quanto essa
doença poderia afetar o rendimento de empresas que têm a China como um de seus
principais mercados (e, desta crítica, não excluo nem mesmo o Canaltech, já que
nós também publicamos matérias do tipo).
Ainda que a preocupação com o aspecto financeiro do
mercado seja importante, em momentos como o do surto de Coronavírus, ela só é
legítima se você é: 1) o dono ou um dos altos executivos da empresa afetada; e
2) um acionista majoritário que possui um grande investimento em jogo. Mesmo
nesses casos, ainda é um tanto insensível colocar as preocupações com dinheiro
na frente da preocupação com as pessoas — mas se é o seu dinheiro na reta, ao
menos é justificável. [...]
Outra faceta que o surto desta nova doença está
ajudando a destacar é a crescente xenofobia mundial, em que as pessoas parecem
sentir prazer em jogar toda a culpa de algo sobre “o outro”, “o forasteiro”, “o
estrangeiro”, enquanto se recusam a olhar para os problemas que causaram em seu
próprio quintal. O caso dos Estados Unidos é um bom exemplo: desde que foi
revelado que o Coronavírus se originou na China, esse fato foi visto como uma
espécie de “licença para o preconceito”, e tanto na internet quanto nas ruas as
pessoas começaram a apontar como os chineses são "bárbaros sem
higiene", chegando até mesmo a apontar culpados sem qualquer critério
científico (como a história da sopa de morcego ter sido de onde o vírus surgiu,
por exemplo).
Disponível em:
<https://canaltech.com.br/ciencia/opiniao-coronavirus-nao-e-o-maior-inimigo-da-humanidade-em-2020-159770/>.
Acesso em: 20 fev. 2020. (adaptado)
Questão 06
Para defender a tese de que o Coronavírus não é o
maior inimigo da humanidade em 2020, o autor
utiliza o argumento de que
A)
grandes empresas de
tecnologia estão preocupadas com as vendas de seus produtos na China.
B)
ainda é compreensível
colocar a preocupação com a economia à frente da saúde das pessoas.
C)
parte das pessoas se
importa mais com as questões financeiras do que com as vidas perdidas.
D) as pessoas têm lutado
contra o preconceito gerado pela epidemia do novo vírus no mundo.
Leia o texto e responda à questão 07

em:
<https://mundotexto.files.wordpress.com/2013/09/metalinguagempr.jpg>.
Acesso em: 30 jan. 2020.
Questão 07
Há um efeito de humor nos 2º e 3º quadrinhos
causado pela
A)
reprodução do som da
risada da personagem.
B)
comparação da borracha
com criminosos.
C)
personificação dos
objetos apresentados.
D) ideia contrária
apresentada nos quadrinhos.
Leia o texto e responda às questões 08 e 09.
Vento No Litoral
Legião Urbana
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
Vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil eu sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar
Existe algo que diz que a vida continua
E se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
Olha só o que eu achei
Cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Disponível em:
<https://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/
vento-no-litoral.html>. Acesso em: 28 nov. 2019.
Questão 08
Na personificação do tempo em “Foi só o tempo que
errou”, o eu lírico
A)
acredita não ter
responsabilidade pelo que acontece e culpa o tempo.
B)
responsabiliza o mal
tempo por levar tudo que possuía embora.
C)
demonstra ter perdido
a hora em algum momento.
D)
sente a força dos
ventos ao observar o horizonte.
Questão 09
De acordo com a letra da música, o eu lírico
A)
procura o mar para
contemplar seu amor.
B)
faz planos para
reencontrar seu amor.
C)
fica feliz ao ter
contato com a natureza.
D) sente a falta de
alguém que partiu
Atividade –3 14-05-2020 6 AULAS
Leia o texto e
responda à questão 10.
https://www.youtube.com/watch?v=ZxNXkp0wg5s (tema e argumento)
Parkinson: saiba como evitar a doença
que não tem cura
Uma boa noite de sono e uma alimentação saudável
são algumas das práticas aconselhadas pelo neurologista do HCor
para evitar o surgimento do Parkinson.
Receber o diagnóstico de ser portador de Parkinson
não é fácil. Sem cura, a enfermidade degenerativa assusta
pacientes, familiares e entes queridos. No entanto, é preciso se apegar às boas
notícias: embora não haja cura, o Parkison tem
diversos e eficientes tratamentos.
“O tratamento para o mal de Parkinson é
feito à base de medicamentos e existem vários que podem reduzir a intensidade dos sintomas. Eles não necessariamente freiam o
transtorno, mas aumentam consideravelmente a qualidade de vida.
Quando o tratamento é associado à atividade física e alterações no ambiente da pessoa, podem mantê-la funcional por muito e muito
tempo”, tranquiliza o neurologista do HCor, Dr. Denis
Bichuetti.
Disponível em:
<https://www.hcor.com.br/hcor-explica/neurologia/parkinson-saiba-como-evitar-a-doenca-que-nao-tem-cura/>.
Acesso
em: 20 fev. 2020. (adaptado)
Questão 10
O argumento utilizado para frear a evolução do
transtorno de Parkinson é o de que
A)
o mal de Parkinson
ainda não tem cura.
B)
o sono e a alimentação
podem curar o transtorno.
C)
o portador de
Parkinson tem diversos tratamentos disponíveis.
D) o paciente e seus
entes queridos têm medo da enfermidade degenerativa
Leia os textos e responda à questão 11.
Texto I
Poema de Sete Faces
Drummond de Andrade
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
[...]
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
[...]
ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2013. p. 11. (adaptado)
Texto II
Com licença poética
Adélia Prado
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
[...]
PRADO, Adélia. Com Licença Poética. In: Bagagem. São Paulo:
Questão 11
O texto II dialoga com o texto I para criticar
A)
o homem que vive atrás
de mulheres.
B)
a falta de apoio de
uma divindade.
C)
a visão de sofrimento
do eu lírico.
D) a fragilidade das
mulheres.
Leia o texto e responda à questão 12.
Leve as crianças para a cozinha
Quer ver seu filho experimentando novos alimentos e
comendo melhor? Incentive-o a colocar a mão na massa (e na
salada, na torta, no frango...) Por Chloé Pinheiro
(colaboradora)
Boa parte das crianças dá suas garfadas de maneira
automática, geralmente em frente à televisão.
Dessa forma, não estabelece vínculo algum com os
alimentos. Mas como estimular o interesse pela
comida de verdade desde o início da vida e, assim,
diminuir o abismo entre o apetite da garotada e os brócolis? Uma das principais
apostas para aproximar as duas pontas é convidar meninos e meninas a desvendarem
o mundo mágico da gastronomia. E não como meros espectadores.
“Quanto maior o envolvimento no preparo das
refeições, mais fácil é educar sobre alimentação. Até
porque a participação da criança nesse processo
aumenta a chance de ela experimentar o resultado”, justifica Antonia Demas,
antropóloga, nutricionista e professora da Escola de Saúde Pública da Universidade
Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Não faltam estudos que atestam a eficácia da
tática. Um deles, publicado recentemente pela
Universidade de Montford, na Inglaterra, revela que
pré-escolares que manuseiam vegetais têm menos medo de provar combinações
inusitadas. Em 2012, cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, avaliaram
a relação de 151 crianças com a comida e concluíram: aqueles que auxiliavam na
cozinha eram justamente os que mais curtiam verduras, legumes e frutas. Para
ter ideia, o interesse por esses itens era 10% maior entre os pequenos que
vestiam o avental.
[...]
A convivência em família também ganha um tempero
especial. “Cozinhar é uma atividade divertida
e criativa, além de ser um dos raros momentos em
que filhos e pais podem se dedicar juntos a algo”,
destaca Anne. Que o digam Myriam Anselmo,
paulistana de 32 anos, e seu filho Thomas, de 12. Desde novinho o menino é um
parceiro no preparo das refeições. “Eu gosto de ajudar e também crio minhas receitas.
Já fiz um bolo de milho sozinho e inventei um doce de banana para comer com outras
frutas”, gaba-se o garoto. São ingredientes que, em outro cenário, talvez a mãe
de Thomas sofresse um bocado para lhe apresentar.
Os especialistas são unânimes: a participação
infantil se estende inclusive às idas ao supermercado.
Para a nutricionista Antonia Demas, esse momento não precisa ser estressante. É só
transformar as compras em uma brincadeira. Vale eleger cores da vez e procurar
os ingredientes necessários para receitas especiais — como um prato roxo.
Também, permitir que a criança possa fazer o próprio carrinho com dinheiro de
mentirinha, sem estourar o orçamento. Não dá para fazer isso sempre, claro. Mas
o processo anima e abre caminho para o preparo em casa.
Questão 12
O tema principal do texto é:
A)
A diversão na
atividade de cozinhar.
B)
A educação alimentar
de crianças.
C)
A ida das crianças ao
supermercado.
D)
A parceria de pais e
filhos na cozinha.
Questão 13
Em “[...] esse momento [...]”, a expressão em destaque no texto retoma
A)
a criança poder fazer
o próprio carrinho.
B)
a participação
infantil às idas ao supermercado.
C)
as compras se tornarem
uma brincadeira.
D)
as diversas cores
escolhidas para os alimentos.
Atividade 4
15-05-2020 6 AULAS
Leia os textos e responda às questões 14 e 15.
Texto I Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que
amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo
morreu de desastre, Maria ficou para
tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto
Fernandes
que não
tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2013. p. 54.
Texto II
Quadrilha da Sujeira
Ricardo Azevedo
João joga um palitinho de sorvete na
rua de Teresa que joga uma latinha
de refrigerante na rua de Raimundo que
joga um saquinho plástico na rua de
Joaquim que joga uma garrafinha
velha na rua de Lili.
Lili joga um pedacinho de isopor na
rua de João que joga uma embalagenzinha
de não sei o quê na rua de Teresa que
joga um papelzinho de bala na rua de J. Pinto
Fernandes que ainda nem tinha
entrado na história.
AZEVEDO, R. Quadrilha da sujeira. In: Você diz que sabe
muito, borboleta sabe mais. Ilustrações de Mariana Massarani.
São Paulo: Moderna, 2007. p. 22.
Questão 14
É possível afirmar que
A)
há um diálogo entre os
textos, mas eles se divergem quanto ao tema.
B)
os textos tratam do
mesmo tema e abordam de forma crítica a relação amorosa.
C)
o Texto I é citado no
Texto II ao retomar os nomes dos lugares e das personagens.
D)
há um espelhamento
entre os textos, ainda que contem com personagens diferentes.
Questão 15
O Texto I, Quadrilha, trata predominantemente do
tema “amor” com
A)
humor, visto que as
personagens dançam uma quadrilha.
B)
crítica, demonstrando
a falsidade amorosa das personagens.
C)
frieza, pois ao que
foi apresentado, todos acabam sozinhos.
D) ironia, por tratar de
muitos amores não correspondidos
Leia o texto e responda à questão 16.

Disponível em:
<http://www.saude.gov.br/campanhas/15800-doacao-de-sangue-2013>. Acesso
em: 31 jan. 2020. (adaptado)
Questão 16
A finalidade desse
texto é
A) orientar as pessoas a
procurarem o hemocentro mais próximo.
B) apontar as
dificuldades no tratamento da leucemia.
C) criticar as pessoas
que não doam sangue.
D) incentivar as pessoas
a doarem sangue.
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