Professora Sonia Bin - Disciplina: Língua Portuguesa Turma: 7o s anos A,B,C e D

Roteiro de atividades
Professora Sonia Bin
E-mail: profsoniabin@gmail.com
Disciplina: Língua Portuguesa
Turma: 7o s anos A,B,C e D
Unidade temática: Variação linguística
Habilidades: (EF67LP28) - Ler de forma autônoma, e compreender
selecionando procedimentos e estratégia de leitura adequados a
diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e
suportes, romances infanto-juvenis, contos populares, contos de terror,
lendas brasileiras, indígenas e africanas, narrativas de aventuras,
narrativas de enigma, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em
quadrinhos, mangás, poemas de forma livre e fixa (como sonetos e
cordéis), vídeo-poemas, poemas visuais, dentre outros, expressando
avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros,
temas, autores.
(EF69LP55)- Reconhecer em textos de diferentes gêneros as variedades
da língua falada, o conceito de norma padrão e o preconceito linguístico.
Competências: 1- Compreender a língua como fenômeno cultural,
histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso,
reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus
usuários e da comunidade a que pertencem.
4- Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando
atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando
preconceitos linguísticos.

Leia a definição a seguir:
O que é variação linguística?

 A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre
pela diversificação dos sistemas de uma língua em relação
as possibilidades de mudança dos seus elementos
(vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe).
 Causos: são histórias de tradição oral, contadas geralmente,
em uma linguagem espontânea, que registra o jeito de falar
típico de determinada região ou localidade.

Atividade 1:
Leia o conto a seguir:

Dois caboclos na enfermaria

Lá na minha terra tinha um caboclo que vivia reclamando de uma dor na
perna. E, coincidentemente, um compadre dele tinha também a mesma dor na
perna, e também estava sempre reclamando da danada. Só que nenhum deles
tinha coragem de ir ao médico. Ficavam mancando, reclamando da dor, mas
não iam ao hospital de jeito nenhum. Até que um deles teve uma ideia:
Caboclo 1 - Ê, cumpadi, nóis véve sofrendo muito com a danada dessa dor na
perna... Por que é que nóis num vamu junto no dotô? Vamos lá. A gente faz a
consulta, e tal, se interna no mesmo quarto... Daí fazemo o tratamento
e vemo o que acontece. Se curar, tá bom demais!
O compadre gostou da ideia, tomou coragem e lá se foram os dois. Quando
chegaram ao hospital, o médico pediu para o primeiro deitar na cama e
começou a examinar. Fez algumas perguntas e foi apertando a perna do
caboclo:
Doutor - Dói aqui?
Caboclo 1 - Aaaiii...
Doutor - Está?
Caboclo 1 - Aii, aiii... dói demais!
E o outro só olhando. Quando chegou a vez dele, o médico foi cutucando,
apertando, mas nada de ele gemer. Ficou quieto o tempo todo. Aí o médico foi
embora e o compadre estranhou:
Caboclo 1 - Mas, cumpadi... a minha porta doeu demais da conta com os
aperto do hômi... Como é que a sua não doeu nadica de nada?
Caboclo 2 - E ocê acha que eu vou dá a perna que dói pro hômi apertá?

Rolando Boldrin. Dois caboclos na enfermaria. In.: Brasil - Almanaque de

cultura popular. Disponível em <htp://www.alamanaquebrasil.com.br/causos-
de-rolando-boldrin9727-dois-caboclos-na enfermaria.html>. Acesso em 11 de

maio de 2020.

Linguagem do texto.
Responda:

1) Nos diálogos os caboclos e o médico representam de forma diferente os
modos de falar dos personagens. Assinale:

a) Qual variedade linguística é usada para representar o modo de falar dos
caboclos:
( ) variedade linguística regional, o falar caipira.
( ) variedade linguística urbana de prestígio, de acordo com a norma
padrão.

b) Qual variedade linguística é usada para representar o modo de falar do
médico:
( ) emprega a variedade de prestígio, de acordo com a norma padrão.
( ) emprega a variedade regional, o falar caipira.

2) No texto, Rolando Boldrin busca representar, nas falas dos dois caboclos, o
falar caipira, jeito de falar próprio de certas regiões do interior do Estado de
São Paulo.
a) Em sua opinião, o falar caipira pode ser considerado incorreto? Por quê ?

b) As falas dos dois caboclos, no causo, produziram o mesmo efeito de sentido
se fossem transpostas para a variedade urbana? Por quê ?

3) Será que todas as expressões da fala dos dois caboclos são empregadas
apenas no falar caipira ? Leia as falar a seguir:

Dái fazemo o tratamento e vemo o que acontece.
E ocê acha que eu vou dá a perna que dói pro hómi apertá ?!?!?!?!

a) Algumas dessas palavras fazem parte do seu jeito de falar?

b) Quando conversamos é comum não pronunciarmos o r nem o s finais, ou
ainda, cortarmos parte da palavra. Por exemplo: em vez de dizer apertar,

dizemos apertá; em vez de dizermos fazermos, dizermos fazemo. Por que você
acha que uso acontece?

c) Em sua opinião, por que as pessoas têm preconceito com quem fala
variedades diferentes das urbanas? Como esse preconceito pode ser
combatido?

Atividade 2:
A literatura de cordel foi popularizada no Brasil por volta do século 18 e
também ficou conhecida como poesia popular, porque contava histórias com
os folclores regionais de maneira simples, possibilitando que a população mais
simples entendesse.

Origem

A literatura de cordel como conhecemos hoje teve sua origem ainda
em Portugal com os trovadores medievais (poetas que cantavam poemas no
século 12 e 13), os quais espalhavam histórias para a população, que, na
época, era em grande parte analfabeta. Essas pequenas impressões de
poemas rimados que eram apresentadas penduradas em cordas – ou cordéis
como são chamados em Portugal – chegaram ao Nordeste brasileiro junto com
os colonizadores portugueses, dando origem à literatura de cordel como
conhecemos hoje, famosa em Pernambuco, Ceará, Paraíba, Bahia e Rio
Grande do Norte.

Principais características

 O texto é escrito com métrica fixa e rimas que fazem a musicalidade dos
versos;
 É de grande importância para o folclore, já que os cordéis tratam dos costumes
locais, fortalecendo as identidades regionais;
 A literatura de cordel é muito conhecida por suas xilogravuras (gravuras em
madeira), que ilustram as páginas dos poemas.
Estrutura do Gênero de Cordel

A literatura de cordel é considerada um gênero literário, elaborado em
versos, no formato de folhetos com capas de xilogravura, frequentemente,
esses livretos ficam pendurados em barbantes ou cordas nas feiras livres.
Sua principal função é informar e divertir os leitores.
Características essenciais:
● Linguagem coloquial;
● Abordagem de temas diversos como: folclore brasileiro, regionalismo,
acontecimentos do dia a dia, fatos históricos, políticos e religiosos etc;
● Presença da oralidade e sonoridade;
● Predomínio de ironia, humor, sarcasmo;
● Presença de figuras de linguagem.

Leia o texto abaixo e responda às questões a seguir:

1) O autor faz uso de uma linguagem coloquial (informal) ou formal ?
Transcreva trechos do texto.

2) Qual é o tema tratado no poema "Em busca da chuva" ?

3) Retorne ao texto e transcreva:
 rimas
 variações linguísticas

4) Assinale a figura de linguagem presente nos versos 3 e 4 da 2a estrofe:

"Os bois pedem água
Pra poder sobreviver"

( ) Antítese
( ) Comparação
( ) Metáfora
( ) Personificação

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