8ª ANOS - EDUCAÇÃO FISICA =PROFA EDNA

ROTEIRO DE ATIVIDADE 8ª ANOS - EDUCAÇÃO FISICA =PROFA EDNA

UNIDADE TEMÁTICA= ESPORTES PARALÍMPICOS
HABILIDADES: EF09EF22*= identificar e discutir esteriotipos e preconceitos relativos aos
esportes paralimpicos ed propor alternativas de superação
- analizar a disponibilidade de espaços na comunidade para aprática deesportes paralímpicos e
propor alternativas para asua prática
COMPETÊNCIAS = pensamento crítico e científico,autonomia,argumentação,cultura digital
História das Paraolimpíadas
Para portadores de deficiências físicas, o esporte adaptado só teve início oficialmente após a Segunda
Guerra Mundial, quando muitos soldados voltavam para casa mutilados. As primeiras modalidades
competitivas surgiram nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Nos Estados Unidos surgiram as primeiras competições de Basquete em Cadeiras de
Rodas, Atletismo e Natação, por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of América). Na Inglaterra, o
neurologista e neurocirurgião alemão Ludwig Guttmann, que cuidava de pacientes vítimas de lesão
medular ou de amputações de membros inferiores, teve a iniciativa de fazer com que eles praticassem
esportes dentro do hospital.
Em 1948,o neurocirurgião aproveitou os XVI Jogos Olímpicos de Verão para criar os Jogos
Desportivos de Stoke Mandeville. Apenas 14 homens e duas mulheres participaram. Já em 52, os
Jogos de Mandeville ganharam projeção, contando com a participação de 130 atletas portadores de
deficiência. Tornou-se uma competição anual.
Em 1958, quando a Itália se preparava para sediar as XVII Olimpíadas de Verão, Antonio Maglia,
diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, propôs que os Jogos de Mandeville do ano de
1960 se realizassem em Roma, após as Olimpíadas. Aconteceram então os primeiros Jogos
Paraolímpicos, as Paraolimpíadas. A competição teve o apoio do Comitê Olímpico Italiano, e contou
com a participação de 240 atletas de 23 países.
Com o sucesso dos jogos o esporte se fortaleceu e fundou-se a Federação Mundial de Veteranos, a fim
de discutir regras e normas técnicas. Ao longo dos anos, a competição foi crescendo muito. Por
problemas de organização, as Paraolimpíadas de 1968 e 1972 ocorreram em cidades diferentes da sede
das Olimpíadas, constituindo excessões na história dos Jogos Paraolímpicos.
Em 1988, em Seul, os jogos voltaram a ser disputados na mesma cidade que abriga as Olimpíadas. O
primeiro ano de participação brasileira foi 72.
As Paraolimpíadas são disputadas a cada quatro anos, nos mesmos locais onde são realizadas as
Olimpíadas, usando a mesma estrutura montada para os atletas olímpicos. São 24 modalidades em
disputa por atletas portadores de deficiências, divididos em categorias funcionais de acordo com a
limitação de cada um, para que haja equilíbrio.
Modalidades
Atualmente, o Comitê Paralímpico Brasileiro considera 24 modalidades paraolímpicas, que fazem
parte da edição de verão e serão apresentadas a seguir.

Atletismo
O atletismo é parecido com o dos Jogos Olímpicos. Na pista, os atletas correm distâncias que variam
de 100 a 5000 metros (incluindo revezamentos). No campo, acontecem as disputas de saltos,
lançamentos e arremessos. No último dia do evento, ocorre a maratona.
Os praticantes dessa modalidade podem ter diferentes deficiências: visual, física e/ou intelectual.
Basquete em cadeira de rodas
No basquete em cadeira de rodas, as dimensões da quadra, a altura da cesta e o tempo de partida são
iguais aos da competição de basquete dos Jogos Olímpicos. Nessa modalidade, os praticantes
apresentam apenas limitações físicas/motoras.

Bocha
Na modalidade bocha, há competições individuais, por equipes e em duplas. O objetivo é lançar as
bolas coloridas o mais perto possível da bola-alvo (branca). Todos os atletas competem em cadeiras de
rodas, e suas limitações compreendem paralisia cerebral e/ou deficiências severas.
Ciclismo
O ciclismo de estrada e pista segue as regras da União Internacional de Ciclismo (UCI), com apenas
algumas variações. As bicicletas são adaptadas de acordo com as limitações dos participantes.
A handbike, por exemplo, é uma bicicleta em que os ciclistas pedalam com as mãos.
No ciclismo paraolímpico, as deficiências dos participantes podem ser subdivididas em: deficiência
visual, paralisia cerebral, pessoas amputadas e cadeirantes.
Esgrima em cadeira de rodas
A esgrima em cadeira de rodas segue as regras da Federação Internacional de Esgrima (FIE), com as
adaptações feitas de acordo com as necessidades dos cadeirantes.
As disputas são divididas de acordo com as limitações físicas dos participantes e, dentro dessas
classificações, podem ser disputadas provas de florete, sabre ou espada, que movimentam diferentes
partes do corpo e, consequentemente, usam equipamentos diversos para marcar a pontuação. Além
disso, cada equipamento tem características distintas, como comprimento e peso.
Nessa modalidade, podem participar pessoas com amputações, lesão medular e paralisia cerebral.
Futebol de 5
O futebol de 5 é exclusivo para deficientes visuais, com exceção do goleiro, que não tem deficiência
visual, mas não pode ter participado de competições oficiais da FIFA (Federação Internacional de
Futebol) por cinco anos.
A bola conta com guizos em seu interior que ajuda os jogadores a localizá-la pelo som e há também
um chamador localizado atrás do gol que orienta os atletas a direcionar os chutes.
O espaço usado para essa modalidade precisa ter bandas laterais, que impedem a bola de sair do
campo, e essa prática exige silêncio total, pois os jogadores utilizam a audição para terem sucesso na
partida.
Futebol de 7
O futebol de 7 é praticado por atletas com paralisia cerebral. Os jogadores são classificados de acordo
com seu grau de comprometimento físico.
Com exceção do tempo de jogo reduzido (dois tempos de 30 minutos), da ausência de impedimento, e
da flexibilidade para cobrança de lateral com as mãos ou os pés, a dinâmica do jogo é muito similar à
do futebol de campo.
Golbol (Goalball)
O golbol é praticado exclusivamente por deficientes visuais. A disputa acontece em uma quadra com
as mesmas dimensões das de vôlei, com um gol de cada lado da quadra.
Além de a bola ter um guizo, para que os jogadores consigam se posicionar, na quadra há indicações
táteis nas linhas de demarcação.
Todos os jogadores são atacantes e defensores, e independentemente do nível de deficiência visual,
todos competem vendados.
Levantamento de peso
No halterofilismo, a grande diferença para os Jogos Olímpicos é que, nas Paraolimpíadas, os
esportistas competem deitados em um banco, e executam o movimento conhecido como supino.
Com 10 categorias, os competidores são classificados como amputados, lesionados medulares
(debilidades motoras em membros inferiores) e paralisados medulares.
Hipismo
Única modalidade de hipismo nas Paraolimpíadas, o adestramento paraequestre tem três provas:
individual, estilo livre individual e competição por equipes.
Podem participar dessa modalidade desde atletas cadeirantes e amputados até atletas com pouca
dificuldade de locomoção.
Judô
O judô paraolímpico é disputado por pessoas deficientes visuais, o atletas são divididos em categorias
de acordo com seus pesos corporais.

Dentre as adaptações para esse esporte, é importante ressaltar que o combate só é iniciado quando os
atletas estão segurando o quimono um do outro e, caso o contato entre os participantes seja perdido, a
luta é interrompida.
Natação
A natação tem 29 provas: 14 masculinas, 14 femininas e um revezamento misto. Os atletas são
agrupados em 14 classes funcionais: de 1 a 10 são nadadores com limitações físicas/motoras, de 11 a
13 são nadadores com deficiência visual, e 14 é a classe dos nadadores com deficiência intelectual.
Parabadminton
Com regras similares às do badminton, o parabadminton também utiliza classificações funcionais para
seus atletas. Essa modalidade foi considerada paralímpica a partir dos Jogos Paralímpicos de Tóquio,
em 2020.
Paracanoagem
As provas de paracanoagem são disputadas apenas com caiaques, e na distância de 200 metros. Em
geral, os atletas têm limitações físicas nos membros inferiores, nos braços e/ou no tronco. No Brasil, as
disputas incluem caiaques e canoas, em provas com distâncias de 200 a 500 metros.
Parataekwondo
O parataekwondo será considerado modalidade paralímpica a partir dos Jogos Paralímpicos de Tóquio,
em 2020. Além da divisão por pesos, tem duas classes de disputas: poonse e kiorugui. Na primeira, os
atletas são classificados por categorias: deficiência visual, intelectual, física, auditiva; além de nanismo
(baixa estatura). A classe kiorugui é somente para atletas com deficiências físicas.
Remo
Todas as provas de remo são disputadas em distâncias de 1000 metros, não importando a categoria.
Podem participar atletas com deficiência em membros superiores, inferiores, e/ou no tronco. As
disputas são realizadas de forma individual, em duplas (obrigatoriamente um homem e uma mulher) e
em quarteto misto (dois homens, duas mulheres e um timoneiro).
Rugby em cadeira de rodas
No rugby em cadeira de rodas, competem tanto homens quanto mulheres, sem divisão por gênero. Os
jogos acontecem em quadras, e o objetivo é passar a linha do gol com as duas rodas da cadeira e a
posse da bola.
Podem participar da modalidade atletas com tetraplegia ou com deficiências físicas cujas sequelas
sejam similares.
Tênis de mesa
Com regras e dinâmica semelhantes às dos Jogos Olímpicos, o tênis de mesa permite a participação de
atletas com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes, e a divisão é feita entre andantes, cadeirantes, e
andantes com deficiência intelectual.
Tênis em cadeira de rodas
Para participar do tênis em cadeira de rodas, por sua vez, é preciso um diagnóstico de deficiência
locomotora. Diferentemente do que ocorre na modalidade olímpica, são permitidos dois quiques da
bola antes de cada rebatida.
Tiro com arco
No tiro com arco, os atletas são subdivididos em classes que separam quem tem apenas limitações em
membros inferiores, atletas com limitações em membros inferiores que não necessitam de cadeira de
rodas, e atletas com limitações motoras diversas (pernas, braços e/ou tronco). A disputa tem dinâmica
idêntica à de sua versão olímpica.
Tiro esportivo
Divididos em atiradores de pistola e de carabina, no tiro esportivo os atletas podem apresentar
diferentes tipos de deficiência em membros inferiores ou superiores, sendo que, dentro de suas
classificações, são divididos em atiradores que precisam ou não de suporte para a arma.
Triatlo
A modalidade triatlo estreou nos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016, e reproduz a prova olímpica
em distâncias reduzidas pela metade: de 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e 5
quilômetros de corrida. Os triatletas são divididos em classes de deficiências físicas/motoras e visuais.
Vela

A modalidade vela não apresenta divisão por gêneros e é disputada em três classes. As disputas são
feitas individualmente, em duplas mistas, ou em trios (masculinso ou femininos). A classificação
funcional leva em conta vários aspectos motores dos participantes (estabilidade, mobilidade, visão e
função motora).
Vôlei sentado
No vôlei sentado, os participantes são classificados em jogadores com mobilidade debilitada e
minimamente debilitada. Cada equipe só pode ter dois jogadores classificados como minimamente
debilitados, e estes não podem estar em quadra ao mesmo tempo.
Em geral, participam desde amputados e jogadores com alta debilidade locomotora até atletas
deficiências leves, que comprometem sobretudo a amplitude dos movimentos.
Os atletas com deficiência física são classificados em cada modalidade esportiva através do sistema de
classificação funcional. Este sistema visa classificar os atletas com diferentes deficiências físicas em
um mesmo perfil funcional para a competição.
Tem como meta garantir que a conquista de uma medalha por um atleta seja fruto de seu treinamento,
experiência, motivação e não devido a vantagens obtidas pelo tipo ou nível de sua deficiência.
Na natação, são 10 classes para o nado de costas, livre e golfinho, 10 classes para o medley e 9 classes
para o peito. Os atletas com deficiência visual, já passam por uma classificação médica, baseada em
sua capacidade visual. Entre os atletas com deficiência visual, há somente 3 classes. Apesar destas
classificações serem aceitas pelo Comitê Paraolímpico Internacional – IPC, existe muita polêmica em
relação a estes sistemas e muitos atletas são protestados durante as competições.
Somente a bocha, o goalball, o rugby e o halterofilismo são modalidades que foram criadas
especificamente para a participação dos deficientes. De maneira geral as adaptações das modalidades
convencionais para a participação dos atletas com deficiência são mínimas. Como é o caso das corridas
com deficientes visuais, nas classes T11 e T12 onde são permitidos guias.

ATIVIDADES
1- ESCOLHER ESPORTES QUE CONHECE OU JA VIU, ACHAR O ESPORTE
PARALIMPICO EQUIVALENTE,APONTAR SEMELHANÇAS E DIREFENÇAS DE NO
JOGO E REGRAS
2- NA PARALIMPIADA DO RIO DE JANEIRO EM 2016:
A- QUANTAS MEDALHAS E EM QUAIS ESPORTE O BRASIL CONQUISTOU
B- B- QUAIS ESPORTES O BRASIL CONSEGUIU CLASSIFICAÇÃO ATÉ 10ª LUGAR
(LISTAR)

COLOCAR NOME /SÉRIE NO TOPO DO CADERNO

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